Quarta, 21 de Outubro de 2026
20°C 30°C
Arapiraca, AL
Publicidade

Saúde avalia flexibilizar regras de importação de medicamentos

Objetivo é evitar falta de remédios em todo o Brasil

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
22/07/2022 às 22h50
Saúde avalia flexibilizar regras de importação de medicamentos
Agência Brasil

Diretores e secretários do Ministério da Saúde têm se reunido com representantes de empresas farmacêuticas para avaliar a possibilidade de flexibilização das regras de importação de medicamentos por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo é se preparar para uma eventual falta de medicamentos e insumos nos hospitais do país, sobretudo no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministério recebeu as demandas municipais e tem monitorado uma relação medicamentos relatados por gestores municipais como de difícil compra. No momento, 86 medicamentos estão nessa lista. Para 11 substâncias relacionadas a esses medicamentos, o ministério pediu alíquota zero de taxa de importação. São elas: amicacina sulfato, aminofilina, cloridrato de dopamina, diprona, fludrocortisona, leuprorrelina, neostigmina, oxitocina, rivastigmina, sulfato de magnésio e bolsas para soro fisiológico.

“É um problema que envolve outras questões, como logística. Não é só do Ministério da Saúde”, afirmou Sandra de Castro Barros – secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do ministério. “Tudo isso está sendo reunido num relatório que será enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica [Cade], para que ele possa nos ajudar”, acrescentou.

Para o governo, a participação do Cade é importante para evitar a cobrança de valores excessivos por insumos e medicamentos, sobretudo em localidades menores. “A gente sabe que algumas regiões têm mais dificuldade, mais carência, do que outras. Quem não tem tanta escala, geralmente vai pagar mais. A gente tem a impressão de que essa dificuldade está correspondendo mais às unidades [da federação] menores. O mercado está desarranjado, desalinhado”, disse Sandra.

Motivos para falta de medicamentos

Dentre outras causas para a escassez de medicamentos, explicou o ministério, estão as medidas de isolamento na China, devido a um surto de covid-19 naquele país. Nesse caso, criou-se um problema de fornecimento de contraste iodado. Outra avaliação é que a partir de 2020, com a pandemia, houve um “desarranjo na cadeia mundial”, que impactou todo o mercado farmacêutico. E cada país, diante desse cenário, utiliza os poderes que tem para resolver o seu problema e cria situações até então imprevisíveis para os demais.

A carência de medicamentos e insumos em clínicas e hospitais preocupa médicos e administradores de hospital desde o mês passado. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a situação mais crítica é a dos soros hospitalares e contrastes radiológicos. E a escassez está presente tanto na rede pública quando em hospitais privados.

A Confederação Nacional dos Municípios fez um levantamento no mês passado, alertando para a falta de medicamentos básicos como amoxicilina, azitromicina, prednisolona e dipirona nas farmácias. Essa carência foi indicada pelas prefeituras, que apontou ainda a falta de medicamentos mais complexos, utilizados no tratamento, por exemplo, de leucemia. De acordo com esse levantamento, 80,4% dos municípios reclamam de e falta de medicamentos da lista básica ou componente básica. Tais relatos também são de conhecimento do ministério.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: MHc Consultoria
ASSUNTOS REGULATÓRIO Há 11 meses

Consultor de assuntos regulatórios alerta para crescimento de farmácias irregulares em Alagoas; operações em Maceió e Arapiraca revelam riscos à saúde pública

Esses casos ilustram práticas que variam da mera ausência documental (alvará, AFE, responsável técnico) até condutas com impacto direto sobre a saúde — como venda de controlados sem receita, retenção inadequada de registros e uso de receitas possivelmente falsificadas. 

Foto: CRF/MG
SAÚDE PÚBLICA Há 2 anos

Justiça proíbe entrega de remédios controlados sem a presença de farmacêuticos

A Justiça proibiu que servidores não farmacêuticos entreguem medicamentos antimicrobianos e controlados em toda a rede municipal de saúde em Aracaju. O Município de Aracaju tem um prazo de 180 dias para cumprir a determinação.

Foto: Assessoria
SNGPC Há 2 anos

Consultor fala da importância do controle de medicamentos via SNGPC para farmácias e drogarias 

A Anvisa informou que a inclusão de informações no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) voltará a ser obrigatória no primeiro semestre de 2025. O cronograma de retorno será publicado no site da Anvisa no momento oportuno. Os usuários do sistema (profissionais de farmácias e drogarias) têm até 31 de dezembro para testar a ferramenta e tirar possíveis dúvidas

Foto: Assessoria
AVANÇO Há 2 anos

Alagoas registra alta de 162% no número de transplantes realizados de janeiro a outubro deste ano

Balanço com os dados dos primeiros 11 meses do ano foi divulgado nesta quarta-feira (6), pela Central de Transplantes de Alagoas

Foto: Reprodução internet
SNGPC Há 2 anos

Inclusão de informações no SNGPC voltará a ser obrigatória; alerta Anvisa em publicação

Atenção, profissionais de farmácias e drogarias! Vocês têm até 31 de dezembro para testar a ferramenta.