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Rompimento entre Tainá Veiga e Edilza reabre disputa em Lagoa da Canoa e recoloca Jair Lira no centro do jogo político

Racha entre comadres altera cenário em Lagoa da Canoa e pode ressuscitar projeto político de Jair Lira

Redação
Por: Redação Fonte: @bastidorespontocom
21/04/2026 às 01h12
Rompimento entre Tainá Veiga e Edilza reabre disputa em Lagoa da Canoa e recoloca Jair Lira no centro do jogo político
Reprodução: Redes Sociais

O rompimento entre a ex-prefeita Tainá Veiga e a atual prefeita Edilza não representa apenas um desgaste administrativo ou uma divergência pessoal. O episódio tem potencial para produzir efeitos profundos no tabuleiro político de Lagoa da Canoa e, desde já, antecipa os movimentos da disputa municipal de 2028.

A separação entre duas lideranças que estiveram unidas para derrotar Jairzinho Lira na eleição de 2024 mexe diretamente com a lógica que sustentou aquela vitória. Afinal, o triunfo do grupo governista não foi construído apenas pela força individual de um nome, mas pela soma de capital político, alianças e transferência de votos.

Quando essa unidade se rompe, abre-se uma fissura no bloco vencedor.

E é justamente nesse tipo de cenário que adversários derrotados costumam voltar ao jogo.

Jair Lira, que parecia politicamente enfraquecido após o último pleito, passa a surgir como possível beneficiário direto da crise. Isso porque, em política, divisões internas frequentemente produzem um fenômeno clássico: a reabilitação do adversário.

Se Tainá e Edilza transformarem divergências em confronto aberto, a tendência é de fragmentação do grupo que hoje governa o município. E uma base rachada costuma gerar três efeitos imediatos:

Primeiro, divide eleitores que antes estavam concentrados em um único projeto político.

Segundo, desgasta a imagem do grupo perante a opinião pública, especialmente quando o embate sai do campo interno e ganha as ruas.

Terceiro, abre espaço para que uma liderança de oposição se apresente como alternativa de estabilidade.

É exatamente nesse terceiro ponto que Jair Lira cresce.

O ex-prefeito pode deixar de ser visto apenas como nome do passado para se apresentar como opção viável diante de um grupo que demonstra sinais de implosão.

Mais do que isso: o rompimento antecipa a eleição de 2028.

Embora faltem anos para o próximo pleito municipal, a disputa já começa a ser desenhada agora. Isso porque rupturas raramente são apenas administrativas; elas costumam carregar projetos de poder.

Se Tainá rompe, dificilmente o gesto é neutro.

Ou há divergência sobre gestão, ou há divergência sobre sucessão.

E nos dois casos, o pano de fundo é político.

O fenômeno que se desenha em Lagoa da Canoa não é novo na política brasileira: grupos que vencem unidos, quando se dividem no poder, muitas vezes pavimentam o retorno daqueles que derrotaram.

Foi assim em diversos municípios.

Pode ser assim novamente.

No fim, o maior paradoxo do rompimento é este: as mesmas lideranças que se uniram para derrotar Jair Lira podem, agora separadas, criar as condições para seu fortalecimento.

Se a crise se aprofundar, o maior cabo eleitoral de Jair Lira pode não ser seu discurso de oposição.

Pode ser o conflito entre suas adversárias

Por: Aloysio Santos 

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A coluna Os Bastidores.com, que tem como redator e colunista Aloysio Santos, é um espaço dedicado aos bastidores da política, à análise dos cenários eleitorais e aos movimentos que influenciam as decisões do poder. Com olhar estratégico e experiência em marketing político, Aloysio aborda fatos, articulações e tendências que ajudam o leitor a compreender o que acontece além dos discursos e das manchetes.
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