
O serial killer Albino Santos de Lima foi condenado a mais 60 anos de prisão nesta quinta-feira (22), durante julgamento pelo assassinato de Débora Vitória Silva dos Santos e John Lenno Santos Ferreira, mortos a tiros em dezembro de 2023, em Maceió. Com a nova sentença, o réu acumula mais de 294 anos de reclusão, resultado das condenações anteriores.
O julgamento representa o décimo júri envolvendo Albino desde que ele foi preso, em setembro de 2024. A nova condenação ocorre duas semanas após outra sentença, quando ele recebeu mais 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, de 21 anos.
Casal foi morto a tiros na capital alagoana
O crime que motivou o julgamento desta quinta-feira ocorreu em dezembro de 2023. Débora Vitória e John Lenno estavam juntos quando foram surpreendidos pelos disparos de arma de fogo no bairro da Levada, na região lagunar de Maceió.
De acordo com as informações divulgadas sobre o processo, John Lenno teria sido o alvo inicial do ataque, enquanto Débora também foi atingida pelos disparos. O Ministério Público sustentou a acusação de duplo homicídio, destacando as circunstâncias e as qualificadoras reconhecidas pelo Conselho de Sentença.
Ao final do julgamento, Albino foi condenado a 30 anos de reclusão pela morte de John Lenno e outros 30 anos pelo assassinato de Débora, totalizando 60 anos de prisão nesta ação penal.
Condenações se acumulam desde 2025
Albino Santos de Lima ficou conhecido nacionalmente como o “serial killer de Maceió” após investigações relacionarem seu nome a uma série de homicídios e tentativas de assassinato cometidos entre 2019 e 2024.
Preso em setembro de 2024, ele passou a responder judicialmente por diferentes crimes. Os julgamentos realizados desde 2025 resultaram em sucessivas condenações, ampliando o total das penas impostas pela Justiça.
Apesar do elevado número de anos estabelecidos nas sentenças, o cumprimento efetivo da pena segue as regras previstas na legislação penal brasileira, incluindo as normas aplicáveis à execução penal.
Caso segue entre os mais impactantes de Alagoas
A nova condenação reforça a dimensão dos crimes atribuídos a Albino e mantém o caso entre os de maior repercussão policial e judicial em Alagoas nos últimos anos.
Os sucessivos julgamentos também evidenciam a continuidade da responsabilização criminal do réu por diferentes episódios investigados pelas autoridades.
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