
Já em deslocamento, lembraram que, no caminho, estava também a Central Arapiraca do Samu Alagoas e foi lá que decidiram pedir socorro. Assim que entraram no portão, encontraram a enfermeira socorrista Nelva Rubia. “Parece que tudo foi providencial, porque este dia sequer faz parte do meu plantão. Tinha feito uma troca com uma colega e, por coincidência, momentos antes, tinha ido na parte administrativa, localizada próxima da entrada”, relata a enfermeira, ao ressaltar, ainda, que o tempo-resposta para esses casos é essencial.
“Quando a mãe me encontrou, não conseguia dizer nada e só me entregou a criança. Percebi que a menina estava em parada cardiorrespiratória e, ali mesmo, comecei a fazer os procedimentos, já que é uma distância considerável entre o portão e o estacionamento das viaturas e não poderia perder esse tempo”, relembrou.
O médico socorrista Lucas Pereira chegou, enquanto Nelva já realizava as manobras de reanimação cardiorrespiratória (RCP) e a criança começou a dar sinais de recuperação. “Levamos ela até uma viatura para realização dos procedimentos adequados, enquanto também era preenchida a ficha médica. Colocamos ela na oxigenação e fizemos a punção na veia para hidratação e medicação. Pouco tempo depois, ela começou a chorar com força, o que para muitos significa um problema, mas, para a situação, era um sinal de alívio, já que as vias aéreas estavam finalmente desobstruídas”, explica o médico.
Após os procedimentos, ainda no estacionamento da Central Arapiraca, Agatha foi encaminhada numa Unidade de Suporte Avançado (USA) do Samu Alagoas para o Hospital Regional, onde realizou novos exames.
Reencontro – Além da mãe, a pequena Agatha estava acompanhada do tio, Oséias Otávio, que guiava a moto no dia do incidente. “É uma emoção muito grande poder reencontrar os profissionais que salvaram a vida dela. Seremos eternamente gratos”, agradeceu Oséias. O pai, Josué Oliveira, também fez questão de reencontrar os socorristas. “Essa história poderia ter terminado de um jeito muito ruim, mas, ainda bem que encontramos os profissionais certos para salvar a vida dela”, contou Josué.
Na ocasião, Nelva também disse que se sentia muito privilegiada de poder reencontrar essa paciente tão especial para ela. “Geralmente, a gente só entrega os pacientes para as unidades de saúde e não consegue mais acompanhar o andamento dos casos. É muito bom saber que essa história teve um final feliz e me sinto muito grata por estar aqui e ver essa menina bem”, finalizou a enfermeira.
Quando acionar o Samu – O serviço deve ser acionado sempre através de ligação gratuita para número 192. Por este sistema, que funciona 24 horas por dia, o socorro pode ser iniciado ainda na ligação e viaturas que estejam mais próximas do local podem ser deslocadas para o atendimento.
Além de atender pacientes de engasgo, o serviço atua em ocorrências com vítimas de acidentes de trânsito, quedas da própria altura, ferimentos por arma branca e por arma de fogo, quedas de altura, afogamentos e queimaduras.
O serviço também pode ser acionado para atender casos obstétricos, casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Covid-19 com quadros suspeitos ou confirmados. Por meio do telefone 192 também é possível solicitar assistência para pacientes em surto psiquiátrico.