
O presidente do PSDB em Alagoas, o senador Rodrigo Cunha, que recebeu Eduardo Leite, junto a outros membros do partido, em julho deste ano, em Alagoas, afirmou que o governador do Rio Grande do Sul é mais preparado para liderar o país.
“Eduardo Leite é o mais preparado para a missão de liderar o país neste momento de turbulência econômica e social, ainda sob impacto da pandemia da Covid-19, com ameaça de volta da inflação, aumento do número de desempregados e necessidade de se adotar um rumo efetivo rumo ao desenvolvimento de pilares como o da educação, da saúde, da cultura, da ciência e tecnologia e, especialmente, da retomada da união e do diálogo entre os brasileiros e brasileiras”, declarou Cunha, por meio da sua assessoria.
O governador de São Paulo, João Doria, venceu as prévias do PSDB em primeiro turno neste sábado (27) para disputar pelo partido a Presidência da República na eleição do ano que vem. Ele obteve mais que a maioria dos votos (50% mais um) e superou nas prévias o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto.
Com a vitória, Doria passa a ser o pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Uma convenção nacional do partido deve confirmar o nome do governador de São Paulo. A candidatura só será oficializada com o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para inscrição de candidaturas se encerra em agosto do próximo ano.
O resultado final foi o seguinte:
João Doria - 53,99% dos votos
Eduardo Leite - 44,66%
Arthur Virgílio - 1,35%
No discurso após o anúncio do resultado, Doria ressaltou realizações de figuras do PSDB nos governos do partido e atacou rivais, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro, prováveis adversários na eleição presidencial do ano que vem. Falou em vencer "a corrupção e a incompetência".
Em relação a Lula, disse que a adoção de políticas sociais não justifica "o maior esquema de corrupção do qual se tem notícia".
"Os governos Lula e Dilma representaram a captura do estado pelo maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país, a moralidade convertida em roubalheira. Fazer políticas públicas para os mais pobres não dá direito, a quem quer que seja, de roubar o dinheiro público. Os fins não justificam os meios. A péssima gestão da economia com Dilma nos legou dois anos de recessão e desemprego", declarou.
Segundo Doria, Bolsonaro "vendeu um sonho e entregou um pesadelo".
"Nosso fraterno Brasil se transformou no Brasil da discórdia, da desunião, do conflito, da briga entre familiares e amigos, da arrogância política. Da violência contra a democracia. Dos ataques à imprensa e a jornalistas", disse.