
Estudantes do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) campus de Palmeira dos Índios e que moram em Arapiraca protestaram, nesta segunda-feira (7), em frente ao Centro Administrativo pela falta de ônibus escolares para prosseguirem seus estudos, nesta retomada de 100% das aulas presenciais naquela instituição. A prefeitura alega que a culpa é da Câmara de Vereadores que ainda não votou o orçamento de 2022, porém a afirmativa é contestada pelos estudantes.
“Fomos à Câmara no dia 1º de fevereiro e conversamos com o presidente de lá, o vereador Thiago ML. Ele nos informou que a votação do orçamento não justifica a não disponibilização do transporte. Além disso, a própria secretária já havia afirmado que o valor do transporte era ínfimo”, explicou uma estudante.
O protesto foi organizado após inúmeras tentativas de negociação junto ao prefeito Luciano Barbosa, mas sem sucesso. Os estudantes não acreditam na desculpa da gestão e pretendem fazer uma nova manifestação caso o problema continue.
Vale lembrar que a licitação da empresa de ônibus responsável pelo transporte dos 150 alunos do IFAL de Arapiraca até o campus de Palmeira dos índios é válida até o dia 8 de março, de acordo com a Secretaria de Educação. Estudantes também estão preocupados com a renovação desta licitação que pode demorar a ser realizada e o transporte ficar prejudicado, como já ocorrera em vezes anteriores.
O corpo técnico da Câmara de Arapiraca emitiu uma nota, na tarde desta segunda-feira (7), que atesta que a prefeitura dispõe dos recursos necessários para efetuar o pagamento do transporte dos estudantes arapiraquenses que precisam se deslocar até o Instituto Federal de Alagoas, na cidade vizinha.
“O orçamento disponibilizado ao Município no ano de 2021 na ordem de R$746.746.185,00 (setecentos e quarenta e seis milhões, setecentos e quarenta e seis mil e cento e oitenta e cinco reais) é o parâmetro a ser utilizado no exercício vigente, enquanto pendente os prazos legais e regimentais de votação da proposta legislativa orçamentária encaminhada a este Parlamento”, diz um trecho da nota.