
O deputado federal Rafael Brito (MDB) afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Governo Federal não irá cumprir a promessa de pagar o auxílio aos pescadores afetados pelo afundamento do solo provocado pela operação da Brasken, em Maceió. O parlamentar disse que conversou com o ministro da pesca e aquicultura, André de Paula, que confirmou a informação.
"A informação que ele me deu é que o auxílio não será pago. O ministro me disse que houve veto da Advocacia Geral da União. Pelo que ele me disse, a AGU negou o pagamento porque não se tratar de um desastre, mas de crime ambiental. E neste caso, o pagamento deverá ser feito pela empresa responsável pelo crime ambiental”, relatou o deputado alagoano.
O benefício no valor de R$ 15,5 milhões deveria ter sido pago em parcela única, nos moldes do auxílio que é repassado aos pescadores afetados pela estiagem na Região Norte do país. Mas até esta quarta-feira (3) o seguro ainda não havia sido liberado e que não existe perspectiva de pagamento pelo governo federal.
Em desespero, sem o pescado e sem renda, os trabalhadores estão angustiados e muitos até já estão sem poder comprar mantimentos para suas casas e arcar com outras despesas. O auxílio atenderia, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin cerca de 6 mil famílias, notadamente aos que já estavam cadastrados para recebimento do seguro-defeso.
Promessa não cumprida
O Governo Federal anunciou no início de dezembro (dia 5) o pagamento emergencial de R$ 2.640,00 para todos os pescadores e marisqueiros da capital alagoana, que foram afetados pelo isolamento de regiões inteiras, com o afundamento do solo provocado pelo colapso de uma mina da Braskem.
A Prefeitura de Maceió informou que vai adotar providências para atender os pescadores. Segundo a coordenação do gabinete de crise, o Ministério da Pesca já está sendo consultado e caso o Governo Federal não envie o valor do auxílio, a gestão municipal garante que vai agir para solucionar o problema.