
Apesar das inúmeras tentativas de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Feira Grande (SINDSFEIRA) e a prefeitura, os profissionais da Educação prometem estender a greve, até que a gestão municipal atenda a pauta de reivindicações dos servidores. O movimento paredista foi iniciado no último dia 16, ainda sem acordo com Executivo.
Segundo os educadores, uma nova assembleia deve ser realizada nos próximos dias para avaliar o movimento que cobra reajuste de salários de 14,94%, além do retroativo solicitado pelo SINDSFEIRA. Até o momento, a prefeitura teria proposto um aumento de apenas 8%, impossibilitando o fim das negociações.
Entre os temas em pauta, existe ainda a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração - PCCR, que deveria ter sido reajustado ainda este ano. No entanto, a gestão apenas se propôs a dar o incremento salarial, sem retroativos e sem discutir as demais propostas, de acordo com a presidente do Sindicato, professora Maria Lucia de Lima Cavalcante.
Na tentativa de resolver o impasse, foi deliberado em assembleia no último dia 10, uma contra proposta pela categoria de 10%, mais o retroativo. Porém, mais uma vez, não houve sinalização da gestão municipal de Feira Grande e os servidores resolveram paralisar as atividades por três dias (16, 17 e 18). Nesta quarta-feira (23), se nada for apresentado pelo Chefe do Executivo, a greve será mantida por tempo indeterminado.
A presidente Maria Lucia de Lima alertou que a greve prejudica muito os docentes e os discentes da educação municipal.
“Ainda estamos fazendo reposição do período da pandemia e uma paralização prejudicará esse planejamento. Mas não temos mais o que fazer; a prefeitura não negociou, então só nos restou a greve. Enquanto isso, os alunos aguardam em casa o desfecho dessa negociação somando assim aos dois anos de pandemia, um enorme tempo fora das salas de aula, o que pode acarretar prejuízos incalculáveis para esses alunos”, explicou a sindicalista.