
Segundo o parlamentar que por duas vezes consecutivas esteve na relatoria da CPI do lixo de Arapiraca, a comissão atuou de forma independente e com harmonia entre os poderes, mas sempre atuando em prol da transparência e da fiscalização do uso do dinheiro público.
O relator destacou que na última terça-feira (28), A Presidência da Câmara de Arapiraca acatou a decisão, em caráter liminar, do juiz titular da 4ª Vara Cível, Carlos Bruno de Oliveira, que suspendeu as atividades, diligências e coleta de depoimentos da CPI do Lixo.
Em nota assessoria jurídica da Câmara afirmou que analisa se recorre da decisão ou se prepara o relatório final e encaminha os dados coletados para o Ministério Público (MPE), Polícia Civil de Alagoas e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL).
"Tive a oportunidade e atribuição de comandar por duas vezes consecutivas a relatoria desta comissão, e durante as oitivas, que deixaram claro as suspeitas desta casa legislativa, observei um grupo de vereadores, orquestrados pelo poder executivo, tumultuando os trabalhos, executados com responsabilidade pela casa legislativa e pela comissão do lixo. Nossa luta jamais será finalizada e jamais vamos permitir que a Casa Legislativa arapiraquense seja uma extensão do poder executivo", pontuou Dr Fábio.
Ainda de acordo com o vereador, um grupo de parlamentares foi até a sede do ministério público de Arapiraca, entregar um material robusto de provas classificadas como sérias para que o órgão fiscalize as ações do poder executivo e execute seu papel perante a sociedade arapiraquense e o ordenamento jurídico.
"Estivemos no MP, entregando nas mãos do promotor Rogério Paranhos todo o material levantado pela comissão e pedimos que o Ministério Público se manifeste sobre as alarmantes e obscuras decisões do poder executivo de Arapiraca. Agradeço em nome da casa legislativa o eminente promotor pela recepção e na ocasião pude perceber que nós apenas começamos a mostrar para a sociedade a forma de como o poder legislativo está se comportando perante os atos da gestão atual e que a sociedade irá ter acesso a cada gasto referente ao dinheiro público", finalizou o parlamentar.