
Luciano Barbosa poderá ser afastado do cargo por infringir o artigo 37 da Constituição Federal, que prevê vagância do cargo, em caso do afastamento do chefe do Executivo, sem justificativa, por mais de 15 dias. Luciano está sem dialogar com servidores da educação há mais de uma semana e a notícia da falta de preparo está sendo publicada diariamente pela imprensa imparcial do estado de Alagoas. Nesta semana, servidores da Educação Municipal, liderados pelo Sinteal, acamparam na porta da Prefeitura em busca de um diálogo com o prefeito, fato que não aconteceu.
Em uma tentativa de dialogar com o prefeito de Arapiraca os profissionais bloquearam a saída da garagem do prefeito com cavaletes e faixas do sindicato dos trabalhadores da educação de Alagoas, mas segundo participantes deste ato o prefeito não atendeu os mesmos e saiu por outro local deixando mais uma vez o dialogo com os servidores para trás.
Esta é a maior manifestação dos profissionais da educação desde 2017, ano que foram as ruas com caixões em protesto contra a gestão do prefeito e um dos secretário que tinha poder nas decisões da administração.
O silencio toma conta de Arapiraca, servidores almoçam nos corredores do centro administrativo, entradas e saídas são bloqueadas, ruas ocupadas, atos são realizados e nada do "melhor prefeito" aparecer e dialogar com a classe, fato este deplorável e inadmissível. Onde está Luciano Barbosa? pergunta que os comissionados não tem coragem de responder.
Através do Núcleo Regional, o Sinteal denunciou que os salários das/os servidores da educação vêm perdendo, mensalmente, um porcentual de 13% (treze por cento), e o prefeito continua não cumprindo a promessa de campanha eleitoral de valorização da categoria, mesmo tendo mais de R$ 17 milhões de sobra no orçamento municipal.
O prefeito Luciano Barbosa continua também se negando a receber e dialogar democraticamente com o Sinteal e a categoria da educação, e com isso perde a oportunidade de ouvir as justas e urgentes reivindicações das/os servidoras/es, dentre as quais está o realinhamento das tabelas salariais, objetivando acabar com a atual defasagem, já que existe recurso financeiro para tal.
“Estamos cobrando da prefeitura uma revisão das nossas carreiras. É importante esclarecer para a população arapiraquense que não se trata de uma reivindicação de aumento salarial, mas, sim, de uma recomposição de tabela. Temos um piso nacional, uma legislação federal, que serve de parâmetro para a valorização e o vencimento dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. A realidade é que a Prefeitura de Arapiraca, hoje, tem um débito com a categoria da educação, que gera esta defasagem”, alerta o presidente do Núcleo Regional Sinteal/Arapiraca, Paulo Henrique.
Segundo ele, “existem recursos em caixa, e isto não é o sindicato que está falando, mas a própria equipe financeira, a própria prefeitura que reconhece o fato positivo de que tem recurso financeiro. Assim, o Sinteal e a categoria da educação não entendem porque não é aberto um diálogo para que se possa chegar a um acordo para que essa dívida que a gestão municipal tem com os trabalhadores e trabalhadoras da educação seja o mais rápido possível paga”.
Cerca de quinhentos servidores/as participaram do ato organizado pelo núcleo regional do Sinteal, e chamaram a atenção da população com faixas, cartazes e palavras-de-ordens denunciando e criticando a postura do prefeito Luciano Barbosa, por continuar não valorizando os trabalhadores e trabalhadoras da educação.