
A falta de um vice-governador em Alagoas embaralhou o cenário político no estado, e a disputa pela sucessão do governador Renan Filho (MDB), em outubro, passará antes por uma eleição indireta. Depois de oito anos no poder, Renan renunciou para disputar o Senado. O vice-governador que integrava a chapa eleita em 2018, Luciano Barbosa (MDB), já havia renunciado ao cargo para concorrer nas eleições municipais de 2020. Ele acabou sendo eleito prefeito de Arapiraca (AL), o segundo maior município alagoano.
Com a renúncia, portanto, o governo é ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (União Brasil). Mas isso não significa que ele continuará no cargo. Pela Constituição estadual, uma eleição indireta deverá ser convocada em 30 dias na Assembleia para a escolha de um governador com mandato-tampão até o final de 2022.
Um levantamento da CNN aponta os pré-candidatos ao governo estadual. Os nomes podem mudar porque os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções e definir os candidatos e candidatas para as eleições de 2022.
Os pré-candidatos ao governo estadual
Paulo Dantas (MDB), produtor rural formado em administração de empresas, é o mais cotado para o mandato-tampão no governo de Alagoas. Filho de Luiz Dantas, que foi secretário de Estado, deputado federal e estadual por Alagoas, Paulo foi prefeito do município de Batalha de 2005 a 2012, por dois mandatos consecutivos. Em 2018, se elegeu deputado estadual.
O ex-deputado estadual e atual senador Rodrigo Cunha deixou o PSDB e migrou para o União Brasil, onde é apontado como possível pré-candidato ao governo. Formado em direito, comandou por seis anos a Superintendência do Procon em Alagoas e posteriormente assumiu a vice-presidência nacional do órgão. No Senado, presidiu a Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. Atualmente é presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado.
Uma possível concorrente é a procuradora licenciada do município de Teotônio Vilela, Jó Pereira, que se filiou ao PSDB. Ela foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2014 e reeleita em 2018, como a mais votada. Atualmente, é presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo da Assembleia Legislativa. Seu pai, João José Pereira de Lyra, foi um influente empresário e político alagoano. Jó é prima de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. Sua candidatura, porém, ainda não está certa – ela é cotada como vice na chapa de Rodrigo Cunha.
As eleições podem ter ainda Antônio Albuquerque (PTB), que está em seu sétimo mandato consecutivo como deputado estadual de Alagoas. Ele é pai do deputado federal Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) e de Arthur Albuquerque, secretário do Trabalho e Emprego de Alagoas, no governo de Renan Filho.
O prefeito de Maceió, JHC (PSB), avalia ser candidato ao governo do estado. O político de 34 anos conta com a simpatia do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Ele considera que JHC seria o nome mais competitivo para derrotar o grupo do governador Renan Filho.
Por fim, há o nome de Rui Palmeira (PSD). Formado em direito, foi deputado estadual (2007-2010), deputado federal (2011-2012) e prefeito de Maceió (2013-2020).