
No cenário contemporâneo, marcado por constantes transformações sociais e desafios globais, o papel das organizações sociais ganha relevância ímpar. Neste contexto, o Movimento Internacional de Juventudes (MOV) emerge como uma força vital e proativa na promoção de debates e ações voltadas para questões fundamentais que permeiam a sociedade. No último dia 02 de dezembro, o MOV celebrou seu primeiro aniversário desde a oficialização de sua fundação, um marco significativo que reflete não apenas o tempo decorrido, mas também os esforços coletivos e a determinação de seus membros.
Para comemorar esse momento especial, as Diretorias Executivas de Povos Tradicionais, Educação, Juventudes e a Escola de Formação, componentes fundamentais do MOV, uniram-se em um evento marcado por reflexões profundas e debates enriquecedores. O foco da celebração foi direcionado para um tema crucial: Educação e a Permanência de Povos Tradicionais e Originários em Universidades Públicas. Este encontro não apenas celebrou o aniversário da organização, mas também serviu como uma plataforma dedicada à discussão construtiva, visando compreender e enfrentar os desafios que permeiam a educação e a preservação das identidades culturais dos povos tradicionais e originários.
O evento contou com a participação distinta de expositores indígenas, notáveis defensores e representantes de diversas comunidades, como Marcelo Werá, Luana Kaingang, Joyce Santana, Alexandre Arapiun, Anaya Suya, Walter Kumaruara e Maickson Serrão. No eixo de educação, personalidades como Roger Vieira, Victor Queiros, Humberto Oliveira e Duda Hidalgo enriqueceram o debate com suas experiências e insights, contribuindo para a construção de soluções e estratégias que visam fortalecer a educação e a permanência dos povos tradicionais e originários na sociedade contemporânea.
Conheça a abaixo os mediadores do evento:
Levi Souza Brito, 17 anos, Abel Figueiredo-Pa/Marabá-Pa (Diretor de Educação)

Levi expressou sua empolgação ao participar do evento: "Para mim, foi maravilhoso! Estar com pessoas que, assim como eu, se preocupam com os estudantes e a educação. Debates como estes me fazem querer lutar ainda mais por uma educação de qualidade e acessível para todos."
Levi foi questionado sobre suas expectativas para os próximos anos do MOV, ao que respondeu: "Espero que realizem cada vez mais eventos como estes e que nesses eventos haja a participação plena dos estudantes." Ele destacou a importância da representação estudantil apartidária, do incentivo à participação nas olimpíadas científicas e do apoio aos estudantes e aos grêmios estudantis como metas fundamentais para o MOV em 2024.
Julio Cezar Vasconcelos Mota, 30 anos, do Município de Santarém (Diretor de Povos Tradicionais)

Julio descreveu sua participação como uma "experiência incrível", destacando a oportunidade de conhecer pessoas engajadas na defesa dos direitos das populações tradicionais e originárias. Ao falar sobre os próximos anos do MOV, Julio expressou sua esperança em um crescimento ainda maior do movimento, com maior visibilidade e impacto nas discussões sobre as tradições tradicionais e originárias. Ele ressaltou a importância de conquistar medidas efetivas de proteção e promoção dos direitos dessa natureza.
Sobre a palavra que define o momento, Julio escolheu "inspirador", enfatizando o impacto positivo de tantas pessoas engajadas e comprometidas com a causa das tradições tradicionais e originárias. Ele concluiu suas reflexões encerrar metas cruciais para o MOV em 2024, como a garantia do reconhecimento e respeito pelos direitos territoriais das populações tradicionais, a luta contra a discriminação e a preservação da cultura dessas comunidades, além do acesso a serviços básicos de qualidade e o fortalecimento da cultura participação política dos jovens nessas comunidades.
Laisi Vitória dos Santos Lima, 18 anos, do estado da Bahia (Diretora de Juventudes e Escola de Formação)

Trouxe uma perspectiva única para o evento. Como uma mulher negra, pobre e LGBT, ela exerce suas experiências, destacando a perversidade estratégica da desigualdade social que afeta ao longo da vida. Laisi abordou uma discussão sobre o acesso à democracia para adolescentes periféricos, pessoas com deficiência e outros grupos minoritários, evidenciando a ausência desse acesso na realidade brasileira. Além disso, ela enfatizou o interesse em envolver os povos originários e tradicionais, mesmo não fazendo parte desses grupos. A participação no evento expandiu sua compreensão das dificuldades enfrentadas por essas comunidades, reforçando o compromisso do MOV em abordar todas as causas.
Quando questionada sobre suas expectativas para os próximos anos do MOV, Laisi expressou o desejo de “grandeza”, acreditando que ações alinhadas com ambições elevadas levarão o movimento à conquista de respeito, seriedade e reconhecimento global. Laisi definiu o momento como um período de “silêncio antes da tempestade”, indicando a iminência de mudanças significativas. Ela enfatizou que o MOV está preparado para virar o jogo e se tornar o que deseja ser, destacando que a tempestade é apenas o início das mudanças globais que o movimento planeja realizar. Ao discutir as metas para 2024, Laisi ressaltou a importância de fortalecer as “Conexões Internacionais” do MOV. Ela conheceu os desafios, mas enfatizou a necessidade de trabalhar melhor a rede de apoio internacional, uma meta que está intrinsecamente ligada aos objetivos de arrecadação de fundos estabelecidos ainda este ano.
Ian Dara Tapajó, 18 anos, do estado do Pará (Diretora de Povos Tradicionais)

Participar do evento foi uma experiência única, de muitos aprendizados. É muito importante trazer os assuntos abordados para o evento. A Educação é algo essencial, a pauta dos povos originários também. Ouvir pessoas que vivem no dia a dia, a falta da educação básica e que têm seus direitos violados foi de suma importância para entendermos mais sobre a realidade dos povos tradicionais/originários. Este depoimento destaca a importância de trazer à tona questões educacionais e sociais enfrentadas pelos povos tradicionais e originários, ressaltando a relevância do diálogo e da compreensão das realidades dessas comunidades. Espero que o MOV continue fazendo esse trabalho de unificar as juventudes em prol de uma sociedade melhor e que passe a levar consciência crítica/política aos jovens com quem trabalhaem. A expectativa expressa reflete o desejo de continuidade do trabalho do MOV na promoção da unificação das juventudes em busca de uma sociedade mais justa e inclusiva, além de ressaltar o papel fundamental de levar consciência crítica e política aos jovens envolvidos.
Uma palavra que define o momento de hoje? Aprendizado e Resistência. A escolha destas palavras ressalta a dualidade do momento, marcada tanto pela busca incessante pelo conhecimento quanto pela resistência diante dos desafios e adversidades enfrentadas pelos povos tradicionais e originários. Quais metas o MOV deve abordar em 2024? Que possamos realizar os encontros, e levar nossas formações para os jovens em cada estado. A meta delineada aponta para a expansão das ações do MOV, destacando a importância de realizar encontros e disponibilizar formações educativas para os jovens em todo o país, promovendo assim o alcance e impacto do movimento.
Eduardo Antonio Dos Santos Silva, 18 anos, do estado de Alagoas (Diretor de Povos Tradicionais)

Participar do evento foi gratificante. Gratificante no sentido de ver que o nosso movimento já existe há um ano, e nada melhor do que comemorarmos fazendo essa roda de conversa e unindo forças para seguirmos com nossas missões por mais e mais anos no Mov. A participação ativa de Eduardo reflete a importância do evento como uma celebração da jornada do MOV até o momento, enfatizando a união e o comprometimento em prol das causas do movimento. O que eu espero que se concretize porque acredito no potencial da presidência do Mov. Espero que tenhamos a oportunidade de levar os encontros do MOV presencialmente pelo Brasil.
Eduardo expressou sua confiança nas lideranças do MOV e manifestou suas expectativas positivas para o futuro, destacando a aspiração de expandir os encontros do movimento para diferentes regiões do Brasil. Uma palavra que define o momento de hoje? Gratidão. Eduardo escolhe a palavra "gratidão" para resumir o sentimento do momento, sublinhando a importância de consideração e valorizar as conquistas do MOV até o presente. Sem dúvidas, não consigo pensar em outras a não ser os encontros, congressos e conferências presenciais.
Eduardo destaca a importância dos encontros presenciais, congressos e conferências como metas prioritárias para o MOV em 2024, sublinhando o impacto positivo de que esses eventos podem ter na disseminação das causas e missões do movimento.
O primeiro aniversário do MOV não apenas celebrou a existência do movimento, mas também revelou a determinação dos participantes em continuar avançando nas missões do movimento. Com perspectivas diversas e compromissos sólidos, o MOV se prepara para um futuro repleto de desafios e conquistas.