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MOV amplia mobilização internacional e projeta candidatura de George Lima à ONU em série de conteúdos digitais

O Movimento Internacional de Juventudes (MOV) deu mais um passo estratégico na articulação internacional em defesa dos direitos da infância ao realizar uma roda de conversa com George Lima

Movimento Internacional de Juventudes
Por: Movimento Internacional de Juventudes
18/04/2026 às 00h18 Atualizada em 18/04/2026 às 00h25
MOV amplia mobilização internacional e projeta candidatura de George Lima à ONU em série de conteúdos digitais

O Movimento Internacional de Juventudes (MOV) deu mais um passo estratégico na articulação internacional em defesa dos direitos da infância ao realizar uma roda de conversa com George Lima, candidato ao Comitê sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas. O encontro será desdobrado em uma série de conteúdos multiplataforma, incluindo podcast no Spotify e vídeos para YouTube, Instagram e TikTok, como parte de uma mobilização para incentivar o Itamaraty a formalizar sua indicação.

O bate-papo foi conduzido por Pedro Oliveira (PG), Luiz Fernando (DGCO) e Laura da Silveira (MIRA), que guiaram uma conversa aprofundada sobre trajetória, desafios e perspectivas na agenda internacional de direitos humanos.

A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de engajamento da juventude brasileira em pautas globais e reforça a importância da presença do Brasil em instâncias internacionais decisórias. A candidatura de George Lima é vista como uma oportunidade de fortalecer a atuação latino-americana em um dos principais órgãos responsáveis por monitorar a implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Da Ceilândia ao cenário internacional

Ao longo da conversa, George Lima apresentou uma trajetória marcada pela superação e pelo impacto social. Nascido na Ceilândia, região historicamente marcada por desigualdades no Distrito Federal, ele destacou o papel decisivo da educação pública de qualidade em sua formação. Estudou durante toda a vida escolar em uma instituição gratuita e posteriormente ingressou no ensino superior com apoio de políticas públicas, conciliando trabalho em tempo integral com os estudos.

Sua carreira se desenvolveu na interseção entre políticas públicas e relações internacionais. Atuou na Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, com funções de assessoramento internacional e liderança, além de experiências em organismos multilaterais. Trabalhou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um dos principais órgãos do continente na área, e também integrou iniciativas no âmbito do sistema internacional.

Atualmente radicado em Washington, George Lima mantém atuação ativa na agenda global de direitos humanos e continua ampliando sua formação acadêmica, incluindo estudos em uma das universidades mais prestigiadas do mundo.

Experiência, desafios e ativismo

Durante o diálogo promovido pelo MOV, um dos pontos centrais foi o enfrentamento ao etarismo, um desafio recorrente em sua trajetória. Segundo ele, mesmo com décadas de experiência, ainda há resistência à ocupação de espaços por pessoas consideradas jovens. Esse tipo de barreira, no entanto, não o afastou da atuação, mas reforçou seu compromisso com a inclusão de novas gerações nos espaços de decisão.

Ele compartilhou episódios concretos em que sua capacidade foi questionada em ambientes institucionais, inclusive em representações oficiais. Ainda assim, destacou que a resposta a esse cenário deve ser a continuidade do trabalho com excelência, diálogo e consistência técnica.

Além disso, reforçou a importância de manter o compromisso com a escuta ativa e com a construção coletiva, princípios que orientam sua atuação tanto no Brasil quanto no exterior.

O papel do Comitê e os impactos esperados

O Comitê sobre os Direitos da Criança é responsável por interpretar a Convenção, monitorar o cumprimento das obrigações dos Estados e analisar denúncias relacionadas à violação de direitos. Trata-se de um espaço estratégico para a definição de diretrizes internacionais que impactam diretamente políticas públicas nacionais.

George Lima defende que sua atuação no Comitê pode contribuir para três eixos principais. O primeiro é a ampliação da representatividade geracional, garantindo que jovens tenham voz efetiva nos processos decisórios. O segundo é o fortalecimento da participação direta de crianças e adolescentes, indo além de abordagens simbólicas. O terceiro é o enfrentamento de retrocessos globais, especialmente em contextos de aumento das desigualdades e da violência.

Ele também destacou a necessidade de inovação nos métodos de atuação do Comitê, incluindo o uso de ferramentas digitais, maior abertura ao diálogo com a sociedade civil e integração de temas interseccionais como mudanças climáticas, deficiência, gênero e desigualdade social.

Juventude, diplomacia e mobilização

A roda de conversa promovida pelo MOV evidenciou o papel crescente das juventudes na diplomacia contemporânea. Ao transformar o conteúdo em produtos digitais acessíveis, a organização busca ampliar o alcance do debate e engajar novos públicos na defesa de uma candidatura brasileira.

A estratégia também dialoga com práticas inovadoras de advocacy, utilizando redes sociais e formatos audiovisuais para pressionar e sensibilizar tomadores de decisão. A mobilização em torno do nome de George Lima não se apresenta como uma campanha individual, mas como uma construção coletiva que envolve organizações, ativistas e redes internacionais.

Um projeto coletivo de futuro

Ao final do encontro, George Lima reforçou que sua candidatura representa um esforço coletivo e não uma trajetória isolada. Ele destacou a importância do apoio contínuo de organizações e da sociedade civil no processo de indicação e eventual eleição.

Também sinalizou que seu compromisso vai além do Comitê, incluindo o desejo de atuar como professor e contribuir na formação de novas gerações comprometidas com os direitos humanos.

A iniciativa do MOV, ao conectar comunicação, mobilização e incidência política, posiciona a juventude como agente ativo na construção de agendas globais. Em um cenário internacional marcado por disputas narrativas e retrocessos, a presença brasileira qualificada em espaços como o Comitê da ONU pode representar não apenas um avanço institucional, mas um símbolo de renovação e compromisso com o futuro.

Fonte: Executiva Geral (EG) do MOV, DGCO.

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