A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) vai abrir procedimento administrativo para apurar a conduta de dois policiais militares presos na operação Rastro, deflagrada nesta quarta feira (24) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MP-AL).
Segundo o delegado Cayo Rodrigues, a investigação apura o possível envolvimento de agentes públicos com o tráfico de drogas e de armas.
Das 13 pessoas presas na operação, duas são uma policial militar (cabo) e seu marido (prestador de serviço do sistema prisional) e um policial militar (tenente). As identidades dos presos não foram divulgadas.
Em nota, a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou que determinou a demissão do servidor preso na operação e que "não coaduna com essa conduta".
A SSP-AL informou que as investigações foram embasadas em provas técnicas e que a Polícia Militar irá abrir procedimento administrativo para apurar os fatos, garantindo aos militares o direito de ampla defesa.
"A SSP e a PM reiteram que não compactuam com desvios de conduta e velam sempre pelo cumprimento do dever, seguindo o estabelecido na legislação vigente", diz a nota.
Balanço da operação Rastro
13 presos
45 comprimidos de Ecstasy
1 Pistola Taurus calibre 9mm
1 Pistola Taurus calibre 380
2 Carregadores de Pistola calibre 9mm com 17 munições
1 Carregador de Pistola calibre 380 com 19 munições
1 Carregador de Pistola calibre 380 com 15 munições
1 Carregador de Pistola calibre 9mm com 16 munições
2 Munições CBC calibre 12 intactas
8 Munições calibre 38 intactas
3 Munições de calibre 380 intactas
1 Munição calibre 40 intacta
1 Munição calibre 22 intacta
2 Munições de Calibre 32 intactas
165 Munições de Calibre 9mm intactas
10 Munições calibre 9mm deflagradas
1 Munição calibre 38 deflagrada