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“A ficha ainda não caiu”, diz mulher de PM morto no Complexo do Alemão

Cabo Bruno de Paula Costa, 38, trabalhava na UPP Nova Brasília, quando foi atingido por criminosos. Operação deixou ao menos 19 mortos

Redação
Por: Redação Fonte: Metrópoles
23/07/2022 às 03h42
“A ficha ainda não caiu”, diz mulher de PM morto no Complexo do Alemão
Reprodução redes sociais

Rio de Janeiro- A mulher do cabo Bruno de Paula Costa, de 38 anos, esteve no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta sexta-feira (22/7), para fazer a retirada do corpo do PM. Ele foi um dos 19 mortos da operação no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, na quinta-feira (21/7).

Por volta das 6h, o policial estava trabalhando na comunidade e acabou ferido quando a base da UPP Nova Brasília foi atacada por criminosos, segundo a Polícia Militar. Ele foi socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. O PM ingressou na corporação em 2014, era casado e deixou dois filhos com espectro autista.

“Meu filho mais velho é autista severo. Meu filho de 8 anos é autista leve. É uma tragédia. Eu peço que as pessoas continuem orando pela nossa família. Eu peço saúde a Deus, força para poder continuar a criar meus dois filhos, que vão precisar de mim”, disse Lídia Costa, mulher do policial, ao G1.

O corpo de Bruno será velado às 11h30 de sábado (23/7), na capela 4 do cemitério Jardim da Saúde, em Sulacap, zona oeste da cidade.

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Brasil

“A ficha ainda não caiu”, diz mulher de PM morto no Complexo do Alemão

Cabo Bruno de Paula Costa, 38, trabalhava na UPP Nova Brasília, quando foi atingido por criminosos. Operação deixou ao menos 19 mortos

Daniele Dutra

22/07/2022 19:29,atualizado 22/07/2022 19:29

 

 

Cabo Bruno de Paula Costa - PM morto Complexo do Alemão- RJ 4Reprodução

Rio de Janeiro- A mulher do cabo Bruno de Paula Costa, de 38 anos, esteve no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta sexta-feira (22/7), para fazer a retirada do corpo do PM. Ele foi um dos 19 mortos da operação no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, na quinta-feira (21/7).

 

 

Operação conjunta Complexo do Alemão

Blindado da polícia no Complexo do Alemão, durante operação conjunta nesta quinta-feira (21/7)Foto: Reprodução/TV Globo

 

Cabo Bruno de Paula Costa

Cabo Bruno de Paula Costa morreu durante operação no Complexo do Alemão, na zona norte do RioReprodução

 

Cabo Bruno de Paula Costa - PM morto Complexo do Alemão- RJ 2

O PM de 38 anos deixa dois filhos autistasReprodução

 

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Cabo Bruno de Paula Costa - PM morto Complexo do Alemão- RJ 4

Cabo Bruno de Paula ao lado da esposa, Lídia CostaReprodução

 

Cabo Bruno de Paula Costa - PM morto Complexo do Alemão- RJ 4

Disque Denúncia divulgou um cartaz para tentar encontrar o responsável pela morte do PMReprodução

 

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Vítimas operação Complexo do Alemão

Solange Mendes, 49, (esquerda) e Letícia Marinho de Sales, 50, (direita) morreram na quinta ação mais letal do Rio de JaneiroReprodução

 

Operação Complexo do Alemão

Carro retira corpos da comunidade após ação policial no Complexo do AlemãoReprodução

 

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Complexo do Alemão- Rj-munição do Bope acabou em duas horas

Moradores foram impedidos de sair de casa devido ao intenso tiroteioReprodução

 

Operação Complexo do Alemão

Moradores retiram corpos da comunidadeReprodução/TV Globo

 

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Complexo do Alemão- Rj-munição do Bope acabou em duas horas

Confrontos duraram mais de 13 horas no primeiro diaReprodução

 

Complexo do Alemão- Rj-munição do Bope acabou em duas horas

Bope usou toda a munição nas primeiras duas horas de operação Reprodução

 

 

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Operação Complexo do Alemão

PM e Civil fazem operação conjunta no Complexo do Alemão, na zona norte do RioFoto: Reprodução/TV Globo

 

Operação conjunta Complexo do Alemão

Blindado da polícia no Complexo do Alemão, durante operação conjunta nesta quinta-feira (21/7)Foto: Reprodução/TV Globo

 

Cabo Bruno de Paula Costa

Cabo Bruno de Paula Costa morreu durante operação no Complexo do Alemão, na zona norte do RioReprodução

 

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Por volta das 6h, o policial estava trabalhando na comunidade e acabou ferido quando a base da UPP Nova Brasília foi atacada por criminosos, segundo a Polícia Militar. Ele foi socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. O PM ingressou na corporação em 2014, era casado e deixou dois filhos com espectro autista.

 

“Meu filho mais velho é autista severo. Meu filho de 8 anos é autista leve. É uma tragédia. Eu peço que as pessoas continuem orando pela nossa família. Eu peço saúde a Deus, força para poder continuar a criar meus dois filhos, que vão precisar de mim”, disse Lídia Costa, mulher do policial, ao G1.

O corpo de Bruno será velado às 11h30 de sábado (23/7), na capela 4 do cemitério Jardim da Saúde, em Sulacap, zona oeste da cidade.

“Ele nasceu para isso. Foi paraquedista por sete anos. Era cabo também, foi cabo do Exército. Sempre teve paixão pelo militarismo, era um excelente policial militar, um excelente cabo do Exército. Então todo mundo está chocado, a ficha ainda não caiu. Estamos muito chocados. Eu queria agradecer todo o apoio da imprensa e o carinho de todos”, disse Lídia.

O Disque Denúncia divulgou um cartaz para ajudar na busca pelo responsável pela morte de Bruno. Com o PM, sobe para 32 o número de agentes de segurança mortos em ações violentas no Rio de Janeiro neste ano.

A ação da Polícia Militar com a Polícia Civil deixou ao menos três inocentes mortos e 16 suspeitos. Essa foi a quinta operação mais letal do Estado do Rio.

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Foto: Assessoria
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