
Segundo o que foi vinculado na imprensa a mãe e a menor de 13 anos compareceram à Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente. A genitora contou que descobriu que o radialista estava assediando a menina por meio de mensagens em uma rede social. Ela mesma chegou a trocar mensagens no lugar da filha. A menor e o radialista teriam se conhecido em um ponto de ônibus e então trocaram número de telefone. Quando a mãe e a adolescente foram denunciar o caso à polícia, o radialista foi acionado, prestou esclarecimentos e foi liberado em seguida.
Afastado de suas funções na rádio em que trabalha o profissional que atua na área policial, de Arapiraca, é acusado de assédio contra uma menor de 13 anos. O fato repercutiu nas redes sociais e já está sendo investigado pela polícia civil de Arapiraca. O conselho tutelar foi acionado e o caso segue sendo apurado pelas autoridades. O nome do profissional não foi divulgado em cumprimento a Lei de abuso de autoridade e o processo estar andamento.
Na Delegacia, um policial civil, identificado como um suposto amigo do radialista, se negou a confeccionar Boletim de Ocorrência. O fato foi acompanhado pelo Conselho Tutelar que foi acionado para garantir os direitos da menor. A Corregedoria da Polícia Civil, investiga o caso.
Confira a nota do Delegado Regional Guilherme Lusten:
O delegado Guilherme Lusten, titular da 4ª Delegacia Regional de Arapiraca, informou que o caso já está sendo apurado. O Boletim de Ocorrência foi registrado, o Inquérito Policial foi aberto, inclusive, o possível autor será ouvido na próxima semana. Disse ainda que ele mesmo encaminhou o procedimento à Corregedoria da Polícia Civil para que a conduta do policial, que é lotado na Delegacia da Criança e do Adolescente, seja apurada, pois se trata de uma atitude inadmissível.
O Conselheiro Tutelar do município Netinho Cavalcante, comentou em uma publicação de um portal de notícias de Arapiraca e desmentiu que vinculava o caso com uns prints que foi compartilhado diversas vezes nas redes sociais.
"Eu não iria me posicionar porém não posso deixar de esclarecer um ponto, e da um alerta aos veículos de comunicação, esses prints que estão rolando não são do caso em questão, vivemos em meio a uma onda de fake news, e infelizmente criaram ou pegaram esses prints de outra pessoa, podem até ser verdadeiros, mas não diz respeito ao caso. A adolescente nunca namorou. Evitem atacar ou falar algo sem conhecer os fatos'. escreveu o Conselheiro.O Conselho Tutelar emitiu uma nota informativa, na manhã desta segunda-feira (21) sobre o acompanhamento do caso de um radialista que é acusado de assédio a uma menina de 13 anos, em Arapiraca. A adolescente será encaminhada para a rede de atendimento e os conselheiros tutelares estão preparando um relatório que será apresentado ao Ministério Público.
A nota divulgada não confirma que o acusado é radialista, apesar da informação está sendo compartilhada desde a última quinta-feira (17), mas confirma que a mãe e a vítima tiveram dificuldade em realizar procedimento na Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente em Arapiraca.
Confira a nota:
O Conselho Tutelar da Região I de Arapiraca, órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos no Art.131 da Lei Federal 8.069/1990 e na Lei Municipal Nº 3.351/19, vem por meio deste INFORMAR que este Colegiado recebeu no dia 16 de março de 2022, uma denúncia na qual se relatava uma certa dificuldade de realizar um procedimento na Delegacia Especializada da Criança e Adolescente e que a família estaria necessitando do apoio desta instituição para garantir o direito da adolescente. Nesta realidade os conselheiros foram ao encontro da genitora, onde a partir deste, este Conselho tomou ciência do caso e acompanhou a realização do procedimento na Central de Polícia e que em continuidade, estaremos encaminhando relatório ao Ministério Público de Alagoas, como também, encaminhando a vítima para rede de atendimento. Sem mais, nos colocamos a disposição e pedimos atenção dos veículos de imprensa na divulgação de fatos que não condizem com o caso mencionado.