
O resultado da conversa entre Renan Filho (governador) e Lula (possível candidato à presidência), em encontro mês passado, já começa a ser "adivinhado" por aqueles que querem ver sua "caveira" política nestas eleições.
Entre vários pedidos do Lula, estava o de que Renan fique no governo até o final do mandato, para que possa "armar" um palanque forte, dando sustentação a candidatura majoritária presidencial do PT no estado. Pedido que impõe indiretamente ao governador, uma tomada de decisão que não venha contrariar o autor do mesmo.
Só que a turma do contra já sacou que, se ele ficar e apoiar com seu grupo Lula para presidente (mesmo com anuência do MDB nacional), ficará mais fácil para o candidato do grupo de oposição derrotar o nome indicado por ele, para candidato a governador. Pois perderia apoios de deputados do grupo que no momento vota nele para Senador, em troca de ter um deles como governador tampão com direito à reeleição. Acordo que vem sendo "costurado" a dias.
As coisas pioram mais ainda, se sair do governo até o dia 2 de abril, chamando o Luciano Barbosa para assumir a vacância de vice-governador deixada para trás nas eleições de 2020. Isso nem pensar. Porque a debandada seria geral! Só resta uma saída técnica para "equacionar" essa questão no entendimento de alguns: Renan Filho deve sair candidato a Senador, mesmo que venha desagradar a quem lhe "pediu" para ficar.
Enquanto isso a "gangorra" da política em Alagoas, sobe... e desce!