
Em Arapiraca cresce a preocupação com a prática de sonegação fiscal por parte de alguns consultórios e clínicas médicas particulares que atuam no município. No momento do pagamento da consulta ou do exame, esses estabelecimentos recusam cartões de crédito, débito e até PIX, exigindo apenas dinheiro em espécie.
A medida, segundo especialistas, pode indicar tentativa de evitar a emissão de notas fiscais e, consequentemente, o recolhimento de impostos. O uso exclusivo de dinheiro vivo dificulta, principalmente, o rastreamento das transações e reduz a transparência das operações perante os órgãos fiscalizadores.
"Isso acontece com frequencia e chega a ser constrangedor. Na hora de pagar eles dizem que só aceitam dinheiro em espécie. Já tive que deixar o local para procurar um caixa eletrônico ou um banco para sacar a quantia", relata a paciente de uma famosa clínica médica da cidade.
A prática afeta diretamente a arrecadação municipal e estadual, já que parte desses valores não entra na contabilidade oficial. Recursos que poderiam ser destinados à melhoria de serviços públicos de saúde, infraestrutura e outros setores deixam de ser aplicados.
A situação levanta ainda questionamentos sobre a necessidade de intensificação da fiscalização por parte da Secretaria da Fazenda, Ministério Público e conselhos da saúde, para garantir que todos os estabelecimentos cumpram suas obrigações fiscais e mantenham um relacionamento transparente com os pacientes.