
Quando o senador Collor "o rôxinho" das Alagoas, decidiu tornar-se o "escudeiro de armas" do governo Bolsonaro desde a primeira hora, muitos o chamaram de doído. Os que faziam a cúpula da política alagoana naquele momento, não conseguiram entender a "jogada" de mestre do experimentado senador.
Durante três anos e poucos meses na base do governo federal, articulou-se de forma inteligente tornando-se hoje o nome com respaldo federal, capaz de agregar força política suficiente dentro do estado para chegar ao governo de Alagoas, com apoio da máquina estatal federal. Independente de outros nomes que vem sendo ventilados na mídia, como é o caso dos nomes de Rodrigo Cunha, Paulo Dantas, Antônio Albuquerque, Marcelo Vitor e outros, o nome de Collor aparece como a "bola" da vez.
Hoje com as malas prontas para embarcar no PL(onde está filiado o presidente Bolsonaro), Collor montará em Alagoas um palanque com viés mais para à direita, forçando outras alas da política alagoana, a se enquadrarem em seu projeto para o governo, em sintonia com as intenções do governo federal. Os mais espertos políticos das Alagoas, já começaram a "sacar" que esse negócio de "terceira via", não vai funcionar aqui no estado.
Ultimamente a cogitação do seu nome como possível candidato a governador, além de deixar alguns deputados estaduais que sonhava em ser governador a partir de 2023 com a "pulga" atrás das orelhas, está fazendo com que o atual governador Renan Filho, reveja em sua "prancheta" nomes dentro do seu grupo político, pois terá que acertar pelo menos o nome que ficará como governador tampão, após seu "afastamento" do governo em abril para concorrer ao senado.
Alguns articuladores próximo do governo estadual, desconfiam que não dá para Renan Filho derrotar Collor para o governo e ganhar para senador ao mesmo tempo. Acredita-se que o que menos o atual governador quer, é vê em cima do palanque do Collor um candidato forte a senador. Coisa que se "forçar a barra", pode acontecer.
Claro que teremos outros nomes para governador de outros grupos políticos. Até mesmo porque não existe eleição fácil. Mas se firma-se a candidatura do Collor, em parceria com os Liras, Albuquerques ou Pereiras, o governador pode lançar o nome de quem quiser, vai perder num vapt!... vupt! Por isso é bom pensar(ele governador), inclusive em um nome do seu grupo político, para a possibilidade de uma composição na chapa do Collor.
Tento escrever o máximo que posso dentro de uma linguagem mais "técnica jornalista" possível, mas não dar. O "barulho" que vem da populaça é o retrato do acima descrito. Mesmo o governador fazendo um bom trabalho, as pesquisas especulativas popular diz que as coisas estão se complicando para seu lado, e que se vacilar e não mudar os planos que tinha na cabeça desde o ano passado, além de não conseguir eleger seu substituto, ainda de "quebra", pode perder para senador.