
Agentes políticos, agentes públicos e servidores públicos eleitos ou nomeados através de processos de escolhas, são diretamente responsáveis pela gestão e administração dos bens (públicos) de um povo ou nação.
Atuando no âmbito dos poderes Executivo (objetivando governar o povo e administrar os interesses públicos, seja no âmbito nacional, estadual ou municipal); Legislativo (responsável por legislar, isto é, propor leis, e também por fiscalizar as ações que são realizadas pelo governo, que compõe o Executivo) e Judiciário (possuindo a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo). Tais agentes e servidores, não devem ter outros interesses, a não ser a defesa do bem estar social de um povo.
Ao se dividirem dentro do âmbito de suas atuações (poderes), defendendo interesses "estranhos" aos propostos em leis, não conseguem esconder do povo suas verdadeiras intenções. Daí surge situação que pode ser considerada como invasão de competência ou interferência indevida de poder sobre poder, provocando "guerras" de interesses pessoais, causando desarmonia entre os poderes.
Ultimamente em Arapiraca, segunda maior cidade do Estado de Alagoas, pode-se observar sem erros de cálculos, uma divisão interna de interesses entre alguns membros do Legislativo municipal, perante posturas e ações do gestor (prefeito) do município. A cizânia entre executivo e legislativo, está levando membros dos poderes constituídos para a boa prática de gestão e administração pública, a hostilizarem-se. Com isso quem sai perdendo é o povo.
De um lado, os vereadores que "apoiam" as ações do prefeito, dizem que a administração está as "mil maravilhas". Do outro, os que não "apoiam", dizem que segundo denuncias (ainda não comprovadas) que culminou recentemente em CPI, de desvios de dinheiro público para finalidades "estranhas" pelo chefe do executivo, a coisa de "maravilhosa" não tem nada.
Já do lado da população que acompanha tudo, as respostas transparentes sobre as atividades destes agentes e servidores no município, são aguardadas com ansiedade, mesmo que venha da parte do poder Judiciário. Respostas que poderão vir em forma de "pacto", através do diálogo entre os que fazem as forças políticas no município. As "cenas" apresentadas no palco da política arapiraquense recentemente, não estão convencendo ninguém, deixando muitos com a "pulga" atrás das orelhas.
Que cada agente ou servidor do município trabalhe com dignidade, respeitando as leis e a confiança dos que pagam através de impostos seus salários. Do contrário, só resta aguardar as eleições de 2024, para através do voto, dizer aos que por ventura estejam agindo de má fé com a coisa pública, quem é que realmente manda no poder, seja ele qual for.