
A Política eleitoral brasileira está eivada de vícios. Não por culpa do Código ou da Legislação Eleitoral, nem tão pouco pelos Órgãos eleitorais responsáveis pela aplicação das regras e normas para a execução legal do processo eleitoral, mas por políticos e eleitores desprovidos de conhecimentos sobre política.
No momento, estamos diante de uma verdadeira avalanche de "informações" veiculadas nas redes sociais, que pouco ou quase nada condiz com o andamento legal da dinâmica das eleições gerais para o próximo ano de 2022. São muitas as especulações sobre nomes de pessoas que se dizem pré candidatos a isso ou aquilo, mas que suas intenções na verdade são outras.
Isso vem causando uma "perturbação coletiva" na dinâmica das eleições. Tendo como atores principais certos políticos malandros que, aproveitando-se da ingenuidade da maioria dos eleitores e de uma boa parcela do povo, criam situações "políticas" relativas à candidaturas, que poderão não acontecer.
Partindo do pressuposto que perante as regras eleitorais, os partidos e as federações só poderão realizar suas convenções, de 20 de julho a 5 de agosto de 2022, muito do que está sendo divulgado nas redes sociais sobre fulanos, beltranos e sicranos como candidatos a isso e aquilo, não passam de especulações, muitas delas sem futuro.
O espaço tempo para os partidos e as federações solicitar à Justiça Eleitoral o registro das candidaturas daqueles que tiveram seus nomes homologados em atas de suas respectivas convenções, vai até as 19h do dia 15 de agosto do ano eleitoral. Sendo possível ainda, a substituição de candidaturas de quem tiver o registro indeferido, cancelado ou cassado. Ou, ainda, de quem renunciar ou falecer após o fim do prazo do registro.
A você eleitor brasileiro que vem acompanhando alguns nomes que estão sendo citados como potenciais candidatos à presidente, senador, governador ou a deputados, saiba que de hoje até o dia 12 de setembro de 2022, tratando-se de candidaturas, tudo pode acontecer. Por isso não fique "pagando mico" acreditando, torcendo, ou discutindo à toa sobre possíveis candidatos "fantasmas", que estão pululando nas mídias sociais.