
Em nota nesta terça-feira (11), o governador de Alagoas, Paulo Dantas, que foi afastado do cargo por 180 dias, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da Operação Edema, afirmou que a ação da Polícia Federal (PF) é um ato político, além de acusar o deputado federal Arthur Lira de usar a instituição para beneficiar a candidatura de Rodrigo Cunha ao governo do Estado.
Para Paulo Dantas, a ação da PF atende interesses político-eleitorais, com objetivo de derrubar sua reeleição como governador. "Revela-se grotesca a ‘ação’ – na verdade, ‘encenação’ – de uma ala da Polícia Federal, que permitiu ser aparelhada para atender interesses político-eleitorais, tentando dar um golpe na minha candidatura à reeleição de governador de Alagoas para favorecer o candidato de Arthur Lira, Rodrigo Cunha."
Ainda na nota, o atual governador do Estado diz que a operação - deflagrada nesta terça (11) para apurar a prática sistemática de desvios de recursos públicos - foi realizada sob pretexto de investigar acusações de 2017. Pelo menos 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis vinculados aos investigados.
"A tentativa de criar alarde perto da confirmação da vitória é fácil de ser desconstruída: foi anunciada por adversários, evidenciando a manipulação da operação policial. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por exemplo, já havia ameaçado, na véspera do 1º turno, revelar no 2º turno detalhes da operação, que seria sigilosa", revela Dantas.
A determinação de afastamento do atual governador ocorre a três semanas do 2º turno, que acontecerá no dia 30 de outubro. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), apesar da decisão, o registro de candidatura de Dantas permanece regular.
"Aos que acham que os alagoanos são manipuláveis por uma fake news travestida de oficialidade, a nossa campanha avisa: nosso povo não se rende a enganações e sabe muito bem a origem das mentiras. O recurso judicial será firme, e vamos seguir rumo à vitória", conclui Paulo Dantas.
Veja a nota na íntegra:
NOTA DO GOVERNADOR PAULO DANTAS
Revela-se grotesca a ‘ação’ – na verdade, ‘encenação’ – de uma ala da Polícia Federal, que permitiu ser aparelhada para atender interesses político-eleitorais, tentando dar um golpe na minha candidatura à reeleição de governador de Alagoas para favorecer o candidato de Arthur Lira, Rodrigo Cunha.
Sob pretexto de investigar acusações de 2017, essa parte da PF pediu à Justiça o meu afastamento do cargo, a três semanas do 2º turno, e estando com 20 pontos de vantagem.
A tentativa de criar alarde perto da confirmação da vitória é fácil de ser desconstruída: foi anunciada por adversários, evidenciando a manipulação da operação policial. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por exemplo, já havia ameaçado, na véspera do 1º turno, revelar no 2º turno detalhes da operação, que seria sigilosa.
Aos que acham que os alagoanos são manipuláveis por uma fake news travestida de oficialidade, a nossa campanha avisa: nosso povo não se rende a enganações e sabe muito bem a origem das mentiras. O recurso judicial será firme, e vamos seguir rumo à vitória.
Assessoria Paulo Dantas