
Considerando aqui o início das campanhas em 16 de agosto de 2022, segundo os cálculos dos lobistas da "matemática" não oficial, quem quiser uma das 27 vagas para deputado estadual, terá que gastar mais de R$ 2.000.000,00. Já para uma das 9 de deputado federal, o indivíduo terá que desembolsar de R$ 3.000.000,00 a R$ 4.000.000,00. Isso fora os gastos de candidatos aos cargos de governador e senador, que provavelmente subirá de 7.000,000,00 cada.
Salientando que os limites de gastos para os que estão aí candidatos em Alagoas, neste pleito, segundo Lei eleitoral é de: R$ 1.000.00,00 deputado estadual, R$ 2.500.000,00 deputado federal, R$ 3.000.000,00 senador e R$ 5.600.000,00 governador. Candidatos a presidente tem margem de gastos em cerca de 70.000.000,00, para o primeiro turno!
O complicado de se explicar, é como fazer a contabilidade "fechar", entre a margem de gastos legal e o que realmente se gasta. Tendo uma certa vantagem nesse cenário de "gastança", para o lado dos novatos. Até mesmo porque os que vão a reeleição, já vem gastando "por conta" desde que se elegeram.
Infelizmente, a maioria dos votos de muitos alagoanos, serão "conquistados" pela força do dinheiro público e do privado. Essa dura realidade cria uma desleal concorrência, para aqueles que estão em busca de um mandato popular, com pequeno poder financeiro.
O "modus operandi" entre candidato/eleitor, ainda macula o princípio da legitimidade da maioria dos mandatos. Afinal... quanto custa um voto ou um mandato??!