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Prédio da Central de Flagrante de Arapiraca está em ruína e ameaça segurança da cidade

Policiais civis, população e material apreendido, todos juntos

Redação
Por: Redação Fonte: Assessoria
29/06/2022 às 16h59
Prédio da Central de Flagrante de Arapiraca está em ruína e ameaça segurança da cidade
Assessoria

“Um filme de terror” e “condições sub-humanas” estas são as impressões que a Central de Flagrante de Arapiraca transmite a todos que circulam pelo local. A rotina, que já é estressante para os agentes e escrivães, torna-se ainda mais difícil. A situação foi constatada pelo presidente em exercício, Jânio Barbosa, e pelo diretor administrativo, Adriano Gama, do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas – Sindpol.

Banheiros interditados, salas abarrotadas de material apreendido, paredes e teto mofados, infiltração e risco de desabamento em algumas salas. Também foram identificadas janelas quebradas e rachaduras nas paredes, caixa d'água com risco de desabamento, infestação de insetos, fios elétricos expostos e desencapados. Não há dispositivo que facilite o acesso de portadores de deficiência física à delegacia.

O prédio, que passou por poucas melhorias, ameaça à integridade dos policiais civis que são obrigados a trabalhar em meios aos entulhos de material apreendidos, sucataria de carros, motocicletas e muito lixo, além das pragas, como mosquitos, baratas, cobras, escorpiões e muito papel. O alojamento masculino não apresenta estrutura mínima de permanência, os colchões estão mofados, sem funcionamento da geladeira e a porta de entrada ao quarto dá acesso também às sucatas.

No alojamento feminino, a situação não é diferente, da janela do quarto, a visão é chocante, carros por cima de carros, centenas de sucata de motocicletas, até galhos de árvores com risco de caírem sobre o muro, além dos banheiros com paredes mofadas, apresentando sérios danos à saúde das policiais femininas.

Chuvas

Após as fortes chuvas, a situação do prédio piorou consideravelmente, há poucos dias, caiu uma quantidade significativa de água em uma das salas de inquérito, através do telhado, que danificou vários equipamentos, dificultando ainda mais o trabalho dos policiais civis.

Policiais civis, população e material apreendido, todos juntos

Todos os materiais apreendidos, com exceção das armas de fogo e drogas, ficam guardados nos cartórios das delegacias, “esperando” a justiça decidir o destino. É comum encontrar eletrônicos, capacetes e eletrodomésticos nos corredores e sala dos escrivães e investigadores.

Por que a Central de Flagrante de Arapiraca continua na mesma situação?

Há anos, o Sindpol denuncia as péssimas condições da Central e nada foi resolvido de concreto. Em 2020, a direção do Sindpol formalizou uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho com protocolo de nº 2.19.001.000240/2020-73 e notícia de fato (NF) 000346.2020.19.001/9, em razão da falta de estrutura da Central de Polícia, de Arapiraca que apresenta condições desumanas.

Em 8 de junho de 2022, o presidente em exercício do Sindpol, Jânio Vieira, participou de uma audiência virtual na 1ª Vara do Trabalho de Arapiraca, que tratou das precárias condições de trabalho da Central de Polícia de Arapiraca. Em 15 junho, houve uma reunião entre o Sindpol e o procurador-chefe em exercício do MPT em Alagoas, Luiz Felipe dos Anjos, a Procuradora do Estado Marialba Braga, o secretário da Segurança Pública de Alagoas, Flávio Saraiva, e alguns procuradores do estado para encontrar uma solução, sobre o acúmulo.

O que resta são questionamentos:

A direção do Sindpol questiona por que o acúmulo de material apreendido na Central ainda não foi transferido para local apropriado? O que falta para resolver esse problema?

O presidente em exercício do Sindpol, Jânio Barbosa, destacou que o projeto da construção “Cidade da Polícia de Arapiraca”, prometida pelo governo, talvez fosse a solução para as delegacias da região. “Mas infelizmente até agora, ficou só na promessa”. 

No dia da visita à delegacia, no dia 22 de junho, a diretoria do Sindpol entrou em contato com o setor de Obras da Policia Civil de Alagoas, solicitando uma equipe até local para tentar amenizar os problemas estruturais. "Infelizmente a informação que obtivemos foi que no momento não possuía material de construção disponível para a reforma das delegacias de polícia”, revelou Barbosa.

Para Jânio Vieira, a situação na Central de Polícia de Arapiraca é lamentável. “Está abandonada pelo Poder Público, prejudicando os policiais civis e a população que necessitam dos serviços da Polícia Civil. Enquanto isso, o governo gasta milhões de reais com propagandas e eventos”.

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