
O advogado Thiago Araújo, que defende os paraibanos Emerson de Holanda Lira e Eliabio Custódio Nepomuceno, dois dos três presos suspeitos de furtar o apartamento do influenciador Carlinhos Maia, em Maceió, disse, em entrevista ao TNH1, que vai apresentar à Justiça elementos que, segundo ele, atestam que seus clientes estavam em Campina Grande, na Paraíba, no momento da invasão ao imóvel, na noite de 29 de maio.
Nesta quarta-feira, a defesa dos presos participou da audiência de custódia, onde foi pedida da revogação das prisões. O Tribunal de Justiça informou à imprensa, que vai se pronunciar ainda hoje sobre o pedido
Araújo diz que a prisão é "ilegal e sem provas". "Estão colocando [os suspeitos] como bode expiatório para dar uma resposta à imprensa, essa é a verdade", afirmou.
Conforme a defesa, a polícia justifica a prisão dos dois clientes do advogado por um processo de roubo em que ambos foram absolvidos. "Querem dar uma resposta à população jogando inocentes na prisão, essa é a verdade. Uma prova é que nada da vítima foi encontrado. Como pode isso?", argumentou. "A defesa já tem vídeo e foto com data e hora, e está em diligência para juntar provas de que os acusados estavam em Campina Grande", complementou.
O TNH1 também ouviu Evanildo Nogueira, advogado do terceiro preso, identificado como Wellington Medeiros da Silva Moraes. Esse diz que a prisão é "baseada em suposições" e que "afronta o estado democrático de direito". "Fiz o pedido de revogação da prisão preventiva em audiência de custódia, tendo em vista que não existe nenhuma prova de autoria ou materialidade do crime em face de Wellyngton", destacou.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e foi informada que a instituição não vai se pronunciar. A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), responsável pelas investigações, também foi procurada e disse que só vai se pronunciar ao final do inquérito ou, excepcionalmente, se acontecer um fato novo, a exemplo de novas prisões.