
As formações de chapas majoritarias e a união de federações partidárias no tabuleiro da política alagoana, para o embate entre as três forças políticas mais expressivas do estado no momento, apresentam "lances" atípicos à tradicional política, exigindo dos políticos envolvidos no "jogo" bastante habilidade na arte de articulação. Até mesmo bons analistas e observadores do gênero, vem encontrando dificuldades para entender as "jogadas" fora do padrão costumeiro.
Já pelo lado dos eleitores, não é bom nem falar. A maioria sem saber ainda direito sobre quem virá a ser o que, estão mais perdidos que "cegos em tiroteios", deixando os políticos perturbados. Pois vários nomes que estão se apresentando para concorrem a cargos eletivos nestas eleições, não estão "pegando" no conceito dos eleitores alagoanos.
Sem tecer comentários a respeito de composições de grupos proporcionais, vamos aqui tentar lançar "luz" sobre as composições majoritárias em seus respectivos grupos:
Pelo lado do atual governo, nas pessoas de Paulo Dantas governador e Dr. Wanderley vice, a chapa para a as eleições em outubro parece já está definida, tendo Renan Filho ex governador, candidato a senador. Essa chapa liderada pelo (MDB) em Alagoas, montará sem dúvida um palanque à majoritária nacional do (PT), trazendo junto ao grupo a federação PT/PV e PCdoB no estado, além de outros partidos não federados. Destaca-se neste grupo a forte legenda partidária do PT, que ajudará e muito os candidatos a deputados nas proporcionais, pela federação.
Um das chapas que no momento se apresenta em formação, tem os nomes do senador licenciado Rodrigo Cunha (UNIÃO BRASIL) a governador e a deputada estadual Jó Pereira (PSDB) a vice. Essa chapa, além de contar com a articulação direta do presidente da Câmara Federal Arthur Lira, trás o apoio do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas "JHC" (PSB), tendo provavelmente o nome de Davi Davino Filho (Progressistas) para senador. Resta saber se os candidatos desta majoritaria, apoiarão em Alagoas, a chapa "puro sangue" à presidência pela (UNIÃO BRASIL), Luciano Bivar e Soraya Thronicke. Pois tem gente nesta chapa que, não gritará "mito" nem a pau.
Já a chapa que trás o nome do ex prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSD) para governador, trabalha a possibilida de unir forças políticas junto ao grupo político do (Republicanos), liderado pelo deputado estadual Antônio Albuquerque e seus filhos. O nome de Albuquerque, é considerado um nome bom para candidato a governador à frente do seu grupo político, ou a senador em uma composição de chapa. Dizem que se Rui Palmeira e Antônio Albuquerque, armarem um palanque juntos em Alagoas, em apoio a reeleição do Bolsonaro (PL), o "placar" que está beirando aos empates nas pesquisas entre os nomes aqui apresentados, mudará bastante.
Nestas composições de chapas e federações, é bom não se esquecerem do senador Fernando Collor que vai a reeleição, e logo mais decidirá em que palanque vai subir. Pode terem certeza que para o lado que ele "pender", fará a diferença.
Não podemos relegar a últimos planos, outros nomes da política alagoana, que também concorrerão por/em chapas majoritárias, levando ao eleitorado alagoano suas propostas e planos de governo. Que o eleitor alagoano fique atento. Pois até às convenções em agosto, muitas "peças" vão mudarem de posição em busca de um mandato, neste "jogo" chamado política.
Boa sorte a todos!