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LÁ, CÁ OU VICE-VERSA??: Mesmo com a chave do cofre da prefeitura, quais os porquês dos gestores possuir dificuldades de viabilizar candidaturas de filhos em Arapiraca?

Na política a repetição de fatos é uma constante mudando apenas os personagens

Petrônio Avelino
Por: Petrônio Avelino
02/05/2022 às 02h41 Atualizada em 11/04/2023 às 09h11
LÁ, CÁ OU VICE-VERSA??: Mesmo com a chave do cofre da prefeitura, quais os porquês dos gestores possuir dificuldades de viabilizar candidaturas de filhos em Arapiraca?
Foto: Desenho montagem

Tem se observado ao longo dos tempos na política arapiraquense, a tentativa de gestores quando à frente do poder executivo municipal, querer eleger membros de sua prole a cargos eletivos, para a esfera política estadual ou federal. 

Em tempos idos entre 2017 e 2018, Rogério Teófilo (Im Memoriam), mesmo estando à frente da prefeitura, encontrou dificuldades tentando construir uma candidatura para seu filho Moacir Neto a deputado estadual. As articulações maus sucedidas do grupo político de Rogério a época, em tentativas de buscar apoios de lideranças dentro do município e fora principalmente, fracassaram fragorosamente. Não vindo a ser realizada a vontade do pai, na pessoa do filho.

Como na política a repetição de fatos é uma constante mudando apenas os personagens, estamos diante de mais um com características parecidas com o citado acima. Trata-se da vontade do prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa, de eleger o seu filho Daniel Barbosa a deputado federal. Nesse caso a ambição é maior para o pai do jovem acostumado em solo inglês, a frequentar os pubs (bares) locais e a ouvir Beatles, na charmosa cidade de Liverpool. Se depender da vontade de Luciano em buscar apoios para o filho, o jovem Daniel Barbosa já pode sonhar com os "ares" de Brasília! O que não se sabe ainda, é se vai dar certo. 

O problema maior é que tem gente se esquecendo de acertar com o povo. O eleitor na atualidade está bastante esclarecido, ao ponto de entender que a sequência de indivíduos de uma mesma família que ocupam determinada função, cargo político ou posto de poder, não deve se tornar hereditária. É importante que todos entendam que um dos pilares da democracia é a alternância do poder. É preciso quebrar a continuidade da transferência de poder de pais para filhos e netos. Evitando assim o surgimento de grupos dinásticos na política.

As respostas dos porquês do que foi aqui narrado e descrito, só virão por parte do eleitor alagoano nas urnas, no dia 2 de outubro deste ano, caso Daniel Barbosa saia candidato a deputado estadual ou a federal. Até mesmo porque até agora ninguém sabe de certo, se Daniel vai prá lá ou prá cá. Talvez a distância da prefeitura para a Assembleia Legislativa do Estado, seja mais curta do que para a Câmara Federal. 

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