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Musk bate de frente com príncipe da Arábia Saudita por controle do Twitter

Sobrinho do rei saudita Salman bin Abdulaziz, príncipe é considerado um dos maiores investidores do Twitter; rede foi palco de confronto com bilionário americano fundador da Tesla.

Por: Fonte: Exame
19/04/2022 às 15h42
Musk bate de frente com príncipe da Arábia Saudita por controle do Twitter
Príncipe Alwaleed bin Talal, da Arábia Saudita, é um dos maiores investidores do Twitter (Getty Images/AMER HILABI/AFP via Getty Images)

O último capítulo das tentativas de Elon Musk, fundador da Tesla e da Space X, de comprar o Twitter teve direito a uma troca de farpas pública com o príncipe Alwaleed bin Talal, da Arábia Saudita, dono da Kingdom Holding Company, acionista da plataforma de mídia. Sobrinho do rei saudita Salman bin Abdulaziz, Talal é considerado um dos maiores investidores do Twitter. Em 2015, último ano em que divulgou o tamanho de sua participação, ele detinha mais de 5% das ações da companhia.

 

“Não acredito que a oferta proposta de Elon Musk (US$ 54,20) chega perto do valor intrínseco do Twitter dadas suas perspectivas de crescimento”, afirmou o príncipe na última quinta, dia 14. "Sendo o maior e mais antigo investidor do Twitter, minha empresa e eu rejeitamos essa oferta".

Musk, que revelou uma oferta de 43 bilhões de dólares para comprar todas as ações do Twitter, não se deu por vencido. "Quanto o reino da Arábia Saudita possui do Twitter, direta e indiretamente? Quais são as visões do reino sobre a liberdade de expressão jornalística", perguntou a Talal, por meio da mídia social.

O bilionário americano, detentor de uma fortuna de 250 bilhões de dólares, tem dito que, caso se torne o único dono do Twitter, deverá acabar com a política de combate à "desinformação" e censura na plataforma. Diversas contas na plataforma têm sido suspensas desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro, intensificando um fenômeno observado anteriormente.

 

Na Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico -- assim como na China --, as mídias sociais passam por um escrutínio do governo e algumas são alvo de controle. Em geral, não é possível fazer ligações de voz pelo WhatsApp, por exemplo, nos Emirados Árabes e no reino saudita.

 

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