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Homem de 54 anos, tem haltere de 2 kg removido do ânus em Manaus

A radiografia apresentou a presença de um corpo estranho em forma de haltere de ginástica em "localização aproximada na transição retossigmóide"

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13/04/2022 às 11h13 Atualizada em 13/04/2022 às 12h38
Homem de 54 anos, tem haltere de 2 kg removido do ânus em Manaus
Homem de 54 anos, tem haltere de 2 kg removido do ânus em Manaus

Um homem de 54 anos, morador de Manaus, se tornou estudo de caso científico, publicado na Science Direct, revista internacional de relatos de casos de cirurgia. Isso porque ele precisou ser internado depois de introduzir um peso de academia de 2kg no ânus. De acordo com o estudo publicado, o paciente do sexo masculino chegou ao pronto-socorro cirúrgico com dor abdominal tipo cólica, náuseas, vômitos em pequeno volume e interrupção na evacuação há cerca de dois dias.

Ao ser examinado, os médicos constataram que ele estava com todos os sinais vitais dentro da normalidade e clinicamente estável, mas o abdômen distendido, ou seja, inchado. Após exames físicos, foram solicitados hemograma, estudo bioquímico e radiografia da região abdominal. A radiografia apresentou a presença de um corpo estranho em forma de haltere de ginástica em "localização aproximada na transição retossigmóide" — entre a parte terminal do intestino e parte inicial do reto. “Devido ao quadro clínico estável do paciente, sem sinais de perfuração, optou-se pela abordagem retal inicial”, relatou a publicação.

A revista detalha que o paciente foi encaminhado ao centro cirúrgico logo após a identificação do peso de academia. “Foi realizada anestesia, com visualização parcial do corpo estranho, mas sem possibilidade de extração do objeto com instrumentos de preensão”, informou. Esses instrumentos de preensão são todos aqueles direcionados à função de pinçar e prender órgãos viscerais. Com a impossibilidade de usar uma pinça cirúrgica, optou-se pela extração manual do objeto sem pinça, com dificuldades, mas com a remoção completa do mesmo. “Na revisão do local do procedimento, sem sangramento ativo, lesões mucosas ou outras complicações”, afirmou a revista.

 

Texto: Aline Brito/Correio Braziliense

Foto: Reprodução/Science Direct

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