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FESTIVAL: Lollapalooza 2022 começa nesta sexta com Strokes, Doja Cat, Pabllo Vittar e mais: como será o 1ª dia?

Após duas edições canceladas, festival vai voltar com seu dia mais diverso: tem indie rock, rap-pop e a volta do emo... Saiba tudo em vídeos, podcast, possíveis setlists e lista com horários.

Redação
Por: Redação Fonte: G1
25/03/2022 às 01h03
FESTIVAL: Lollapalooza 2022 começa nesta sexta com Strokes, Doja Cat, Pabllo Vittar e mais: como será o 1ª dia?
Reprodução redes sociais

Após duas edições canceladas por causa da pandemia, o Lollapalooza Brasil volta nesta sexta-feira (25), primeiro dos três dias de shows do festival em 2022.

Veja abaixo um guia com vídeos sobre que esperar de cada show e dos setlists, podcast que explica a programação, horários, trechos dos shows no Chile e mais.

Dia mais diverso

A sexta-feira é diversa no Lolla: tem pra todo mundo na volta do festival. O indie-rock que é a cara do evento está no show principal, The Strokes, e nos Wombats. Mas também tem pop atrevido, trap de novinhos, emo renovado...

As cantoras da sexta são ousadas e conectadas: Doja Cat traz seu rap-pop melódico e sensual. Tem sua parceira Ashnikko, com visual excêntrico e som sem fronteiras. Ela já trocou elogios com a brasileira Pabllo Vittar, que vai botar o Lolla para dançar o tecnobrega do seu "Batidão tropical". Ainda vai ter a Marina numa fase mais engajada.

Machine Gun Kelly e Jxdn, dois dos caras mais populares da nova geração do emo nos EUA, mostram como o rock emotivo se juntou ao hip-hop e voltou a tocar fundo no coração da geração Z.

No rap há dois novos ídolos: o cearense Matuê e o americano Jack Harlow. Os destaques da eletrônica juntam gerações: do veterano inglês Chris Lake ao prodígio mascarado anglo-norueguês Alan Walker.

Os Strokes são os headliners que mais têm a cara do Lollapalooza em 2022. A banda tem mais de 20 anos, foi a última grande sensação do indie rock e já até tocou no Lolla 2017. E não mudou muita coisa desde então.

O vocalista Julian Casablancas segue com a mesma cara de bêbado triste e look de mendigo milionário. De lá pra cá, eles lançaram um disco só. Mas é um álbum que faz a diferença.

"The New Abnormal" saiu em abril de 2020. E é o melhor disco deles em 15 anos. Eles estão mais inspirados e menos burocráticos. Parece que estão mais a fim. É um show que tem tudo para ser melhor que o de 2017.

Doja Cat é uma das grandes revelações pop dos últimos anos e uma das atrações mais esperadas para o Lolla 2022. A cantora americana de 26 anos surgiu em 2013, ganhou destaque com o hit “Say So” e a partir daí foi só sucesso.

Ela está super indicada ao Grammy 2022 - concorre em 8 categorias. O álbum “Planet Her” saiu em junho do ano passado, com músicas como "Kiss Me More" e "Woman", presenças garantidas no repertório do Lolla.

A Doja nem sabe, mas pode levar um susto quando cantar “Say So” no Brasil. Tudo porque a Danny Bond, cantora trans alagoana, fez uma remix com o seu maior sucesso, "Tcheca", e "Say so". E bombou. Quando saiu o lineup do Lolla, o Twitter veio abaixo pedindo esse encontro ao vivo.

O encontro chegou a ser negociado, mas não foi fechado. Danny Bond estará no Lolla, mas não teve nenhuma confirmação de Doja sobre a participação. Só se for de última hora...

O emo renasceu das profundezas dos anos 2000 e está vivão no Lolla 2022, agora com lamentos repaginados da geração z. O americano Machine Gun Kelly, uma das atrações principais do primeiro dia, é um millennial já na casa dos 30, mas sabe bem cantar o sentimentalismo da era do TikTok.

Ele ficou conhecido nos Estados Unidos fazendo um rap com jeitinho de bad boy, mas perdeu de vez a pose com o álbum "Tickets to My Downfall", lançado em 2020, com produção do Travis Barker, ídolo do Blink 182. Foi aí que a imagem de fenômeno do chamado “novo emo” pegou de vez.

No show do Lolla devem aparecer várias músicas desse disco e, se os fãs tiverem sorte, também algumas do novo álbum que o Machine Gun Kelly lança no dia do show, "Mainstream sellout".

Há vários cantores novinhos bombados no revival do emo, e um dos maiores é o Jxdn. Ele tem 21 anos e podia ser filho do Travis Barker. Mas o baterista do Blink 182 é seu parceiro e produtor do primeiro álbum, "Tell me about tomorrow". É aquele velho pop punk repaginado para a era do trap e do TikTok.

O Jxdn cresceu ouvindo emo-rap, uma geração trágica de cantores que morreram cedo e cantavam sobre depressão: Lil Peep, Juice Wrld e XXXTentación. Ele aprendeu a fazer esse som que não esconde os problemas com saúde mental. Claro que o show é intenso. Tem potencial para pegar novinhos e até os veteranos e saudosos do punk pop.

Vai ter tecnobrega no Lollapalooza em um dos shows mais esperados do festival: o da Pabllo Vittar. A cantora maranhense lançou o álbum "Batidão Tropical" no ano passado. São músicas inéditas e regravações que celebram tudo que ela ouviu na infância e adolescência no Norte e Nordeste do Brasil.

Dá pra esperar também o remix de "Fun Tonight", com a Lady Gaga, além dos grandes sucessos da Pabllo. Ela comemorou 5 anos de carreira no ano passado, então já tem um show nostálgico aí na ponta da agulha.

A americana Ashnikko faz parte de uma geração de cantoras herdeiras do estilo excêntrico da canadense Grimes, um fenômeno do pop alternativo. As duas tem até uma música em parceria: “Cry”, lançada em 2020.

Com influências que vão de Lady Gaga a Slipknot e um visual marcante, inspirado na cultura japonesa, a Ashnikko deve levar pro Lolla um show performático e letras que exaltam o empoderamento, a liberdade e a quebra e padrões de gênero. Uma delas é "Daisy", sucesso no TikTok. O cearense Matuê tem um dos shows nacionais mais esperados do Lolla em 2022. Ele é um fenômeno do rap, conseguiu furar a bolha do estilo e agradar até quem nunca tinha ouvido falar em trap, uma vertente mais arrastada desse tipo de música, que já faz sucesso há muito tempo nos Estados Unidos e cresceu no Brasil nos últimos anos.

“Máquina do tempo”, primeiro álbum do Matuê, saiu em 2020 e teve todas as sete faixas entre as mais 15 ouvidas do Spotify no Brasil no dia da estreia, um feito inédito. Essas músicas devem aparecer no setlist do Lolla, incluindo o hit que dá nome ao álbum. Jack Harlow é um daqueles novinhos prodígios do rap e hip hop que volta e meia aparecem nos Estados Unidos. A primeira música que bombou foi "Whats Poppin" em 2020. Como bom representante da geração z, ele é super forte no TikTok. O primeiro top 1 da "Billboard" dele foi com “Industry Baby”, faixa com o Lil Nas X.

Ele já foi chamado de “rapper branco do momento” e tem milhões de visualizações em clipes e nos streaming de música. Dá pra colocá-lo na caixinha dos artistas que vão levar trap e rap pro Lolla para uma galera bem nova também. O Lolla sempre tem DJs visionários - e um deles é o anglo-norueguês Alan Walker. Ele é um prodígio da EDM, e pioneiro também de um objeto que era pouco conhecido no Lolla antes da pandemia: a máscara.

Antes da Covid-19 ele já tocava mascarado. Alan diz que quer fazer música e não mostrar o rosto nem ser celebridade. Isso desde os 17 aninhos, quando ele lançou o megahit “Faded”

Ele já veio ao Lolla 2018 com a seguinte moral: era um dos 21 principais artistas menores de 21 anos para a revista "Billboard". Tem na internet até kit de acessório para fazer cosplay do Alan Walker (com máscara, claro).

Hoje ele tem 24 anos e muita coisa boa pra mostrar no show na sexta-feira. Como o remix "Time", com a lenda das trilhas de cinema Hans Zimmer. Se hoje o palco eletrônico do Lolla e outros festivais é gigante, dá pra dizer que o britânico Chris Lake chegou quando tudo isso era mato. Lá no início dos anos 2000, ele fazia remixes de progressive house não autorizados de hits de Prodigy, Leftfield e Eurythmics.

O trabalho era tão bom que ele arriscou lançamentos próprios e em 2006 emplacou um hit com a Laura V, “Changes”.

Ele virou rei dos remixes de house e electro. E quando a cena eletrônica da EDM ficou gigante, com megashows pelo mundo, o Chris estava lá, já experiente, pra mandar sets seguros e colaborar com estrelas como Deadmau5. São muitos hits em parceria que não vão faltar no Lolla na sexta-feira, como Boneless, com Steve Aoki. Banda de indie rock formada no início dos anos 2000 em Liverpool, na Inglaterra, com integrantes que se conheceram na universidade de artes… Se você acompanha esse tipo de música, já deve ter sacado qual é a pegada da The Wombats.

Poderia ser apenas mais uma banda que só a galera alternativa conhece, não fosse o fato de um remix de "Greek Tragedy", música deles de 2015, ter viralizado do nada no TikTok em 2021.

Essa com certeza vai estar no setlist do Lolla, assim como várias do álbum mais recente deles, "Fix Yourself, Not the World", gravado remotamente durante a pandemia e lançado já em 2022. A nova-iorquina de família italiana Laura Pergolizzi, ou LP, é uma cantora americana de 40 anos, com jeito de adolescente que ainda acredita em um bom refrão de rock. Ela é ao mesmo tempo veterana da indústria e rebelde.

Ela usa o pronome "ela" mas se identifica como gênero-neutro (nem homem, nem mulher).

Enquanto tentava emplacar a carreira, ela brigou com várias gravadoras, mas também teve uma carreira paralela incrível de compositora. Ela apenas é coautora de "Cheers", da Rihanna.

Não deve ter "Cheers" no show na sexta-feira no Lolla, mas vai ter o incrível talento dela pra versos com sentimento íntimo, mas também lindos para todo mundo cantar junto.

A LP conseguiu deixar de ser conhecida como compositora de pop e ganhar seu holofote dela como artista de indie rock principalmente com a balada matadora "Lost on you". Essa não vai faltar. Algumas músicas que marcaram a adolescência de muita gente que cresceu nos anos 2000 vão aparecer no show do Detonautas no Lolla 2022. A banda é a responsável por hits nostálgicos como “Quando o sol se for” e a baladinha “Olhos certos”.

Mas nem só de passado vive o Detonautas. Entre 2021 e 2022, a banda lançou dois álbuns inéditos. O primeiro com um repertório politizado e de crítica social, composto pelo vocalista Tico Santa Cruz, e o segundo mais meloso, que inclui até uma versão de um clássico melancólico do Kid Abelha: "Amanhã é 23".

Quais são os horários da sexta-feira no Lollapalooza?

Palco Budweiser

 

13h05 – 13h50: Detonautas

14h45 – 15h30: Turnstile

16h40 – 17h40: LP

18h50 – 20h05: Machine Gun Kelly

21h15 – 22h45: The Strokes

Palco Onix

12h30 – 13h00: 89 FM

13h55 – 14h40: jxdn

15h35 – 16h35: The Wombats

17h45 – 18h45: Marina

20h10 – 21h10: Doja Cat

Palco adidas

 

13h05 – 13h50: Edgar

14h45 – 15h30: Matuê

16h40 – 17h40: Pabllo Vittar

18h50 – 19h50: Caribou

21h15 – 22h15: Jack Harlow

Palco Perry’s by Doritos

12h30 – 13h15: Beowülf

13h30 – 14h15: Barja

14h30 – 15h25: Meca

15h40 – 16h35: VINNE

16h50 – 17h45: Jetlag

18h00 – 18h45: 070 Shake

19h00 – 20h00: Ashnikko

20h15 – 21h15: Chris Lake

21h30 – 22h30: Alan Walker

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